Meu coração solitário encontrou
o amor no brilho de tuas pupilas.
Hei de pagar meu tributo a Deus
por esta dádiva maravilhosa.
Vou sorver o cálice fatal
que eleva até as estrelas,
ou hei de morrer aos pés
do amor insopitável e tenaz.
Pois não existe meia medida
nas coisas do amor supimpa.
Ou morre-se inane diante
da paixão que agoniza.
Ou eleva-se até o céu infinito,
no qual fadas e arcanjos espalham
a flor do amor de Deus por
todos os astros do universo.
O carro do tempo carregou
tudo em seu giro eternal,
tudo passou, foi-se para
o perpétuo nada de sempre.
Mas meu coração não muda,
ele pulsa por teu amor distante.
Devo rir ou chorar, minha querida?
A saudade que me mortifica.
Diga meu tesouro, minha querida!
Devo abençoar ou amaldiçoar
aquele inolvidável dia, no qual
Deus trouxe você à minha vida?
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