Beleza.
terça-feira, 26 de maio de 2015
Quem é você?
Quem é você, fada faceira, menina de minha
alma, que trouxeste para mim o facho
mágico de tua beleza e lançaste sobre
meus olhos espantados e embevecidos?
Quem é você, menina de minha alma,
que chegas invadindo o terreno de meu
coração e fincas as estacas da paixão
e do amor sem pedir licença?
Quem é você, menina de minha alma,
que fazes renascer dentro de mim com
tua ternura carinhosa a criança morta
na estrada tenebrosa e cruciante da dor?
Quem é você, menina de minha alma,
que ousas encarar de cabeça erguida
a beleza das estrelas e sobejas
humildade em teu olhar mavioso?
De onde vens, menina de minha alma?
Onde herdaste teus atributos?
Qual anjo sorriu jubiloso no dia
inesquecível de teu nascimento?
És minha musa encantada, menina
de minha alma. Hei de cantar teus
atributos por toda a vida. E creio em
Deus continuar por toda a eternidade.
domingo, 24 de maio de 2015
Paixão...
Paixão…
Teu canto arrebatador soa dentro de mim.
Paixão…
Tua voz carinhosa ressoa em minha alma.
Paixão…
Teu tormento delicioso me convida novamente.
Paixão…
Teu fogo sagrado incendeia meu coração mais uma vez.
Paixão...
Sopras em meu coração tua chama ardente.
Paixão...
Sulcas em meu coração a marca do amor.
Paixão...
Elevas minha alma às plagas sublimes.
Paixão...
Tu cantas o hino das esferas celestes.
Paixão...
Tu apoderas de mim e me arrebatas aos céus.
Paixão...
Acalentas minha tristeza com a estrela da esperança.
Paixão...
És serva de cupido, o deus do amor.
Paixão...
És a rainha magnífica no reino de Deus.
Paixão...
Tu me inspiras sonhos deleitosos.
Ah! Paixão!
Tu me inebrias com tua luz jubilosa.
Ah! Paixão!
Te amo, sou teu servo para sempre
Teu canto arrebatador soa dentro de mim.
Paixão…
Tua voz carinhosa ressoa em minha alma.
Paixão…
Teu tormento delicioso me convida novamente.
Paixão…
Teu fogo sagrado incendeia meu coração mais uma vez.
Paixão...
Sopras em meu coração tua chama ardente.
Paixão...
Sulcas em meu coração a marca do amor.
Paixão...
Elevas minha alma às plagas sublimes.
Paixão...
Tu cantas o hino das esferas celestes.
Paixão...
Tu apoderas de mim e me arrebatas aos céus.
Paixão...
Acalentas minha tristeza com a estrela da esperança.
Paixão...
És serva de cupido, o deus do amor.
Paixão...
És a rainha magnífica no reino de Deus.
Paixão...
Tu me inspiras sonhos deleitosos.
Ah! Paixão!
Tu me inebrias com tua luz jubilosa.
Ah! Paixão!
Te amo, sou teu servo para sempre
Lágrimas escondidas...
Lágrimas escondidas!
Coração doente.
Lágrimas escondidas!
Alma envenenada.
Lágrimas escondidas!
Terror patente.
Lágrimas escondidas!
Tristeza fatal.
Lágrimas escondidas!
Alegria morta.
Lágrimas escondidas!
Saudade mortal.
Lágrimas escondidas!
Morte em vida.
Lágrimas escondidas!
Coração ferido.
Lágrimas escondidas!
Solidão macabra.
Lágrimas escondidas!
Morrer todo dia.
Lágrimas escondidas!
Sonho morto.
Lágrimas escondidas!
Coração partido.
Amor rejeitado,
felicidade ferida.
Amor desprezado,
lágrimas escondidas...
Coração doente.
Lágrimas escondidas!
Alma envenenada.
Lágrimas escondidas!
Terror patente.
Lágrimas escondidas!
Tristeza fatal.
Lágrimas escondidas!
Alegria morta.
Lágrimas escondidas!
Saudade mortal.
Lágrimas escondidas!
Morte em vida.
Lágrimas escondidas!
Coração ferido.
Lágrimas escondidas!
Solidão macabra.
Lágrimas escondidas!
Morrer todo dia.
Lágrimas escondidas!
Sonho morto.
Lágrimas escondidas!
Coração partido.
Amor rejeitado,
felicidade ferida.
Amor desprezado,
lágrimas escondidas...
Nós...
Eu!
Um rouxinol solitário a cantar
para as estrelas no deserto.
Uma voz apaixonada à procura
da chama que nunca se apaga.
Eu!
Um peregrino apaixonado
palmilhando a estrada venturosa
do sonho, a bússola luminosa
de todos os apaixonados.
Eu!
Uma criança cega sorrindo
jubilosa aos olhos da alma,
diante do carinho silencioso
dos anjos e das fadas.
Ela!
A beleza pura entremeada
no vazio das coisas fugazes.
O porto definitivo onde
aportará o navio de minha alma.
Ela!
O altar de meu coração,
onde me ajoelharei e
farei meu voto de amor
para toda a vida.
Ela!
A rainha perpétua no
reino de meu coração.
O tesouro de luz e amor
a transbordar de alegria.
Nós!
A felicidade de Deus
a mergulhar no mar
tempestuoso de nossa vida
para nossa ventura.
Nós!
O horizonte luminoso da
beleza sempiterna a
pairar sobranceiro sobre
a triste paisagem do mundo.
Nós!
A união perfeita do carinho
e do amor divino e imortal.
Uma ponte magnífica sobre
a estrada da solidão e da dor.
Um rouxinol solitário a cantar
para as estrelas no deserto.
Uma voz apaixonada à procura
da chama que nunca se apaga.
Eu!
Um peregrino apaixonado
palmilhando a estrada venturosa
do sonho, a bússola luminosa
de todos os apaixonados.
Eu!
Uma criança cega sorrindo
jubilosa aos olhos da alma,
diante do carinho silencioso
dos anjos e das fadas.
Ela!
A beleza pura entremeada
no vazio das coisas fugazes.
O porto definitivo onde
aportará o navio de minha alma.
Ela!
O altar de meu coração,
onde me ajoelharei e
farei meu voto de amor
para toda a vida.
Ela!
A rainha perpétua no
reino de meu coração.
O tesouro de luz e amor
a transbordar de alegria.
Nós!
A felicidade de Deus
a mergulhar no mar
tempestuoso de nossa vida
para nossa ventura.
Nós!
O horizonte luminoso da
beleza sempiterna a
pairar sobranceiro sobre
a triste paisagem do mundo.
Nós!
A união perfeita do carinho
e do amor divino e imortal.
Uma ponte magnífica sobre
a estrada da solidão e da dor.
Para ela...
Aquela que ficou no passado,
transpôs a fronteira do tempo,
sabotou a natureza eterna
e lançou sua beleza sobre mim.
Vi sua beleza ressurgir diante
de meus olhos espantados.
O brilho de seu sorriso cintilou
sobre meu coração magoado.
Seu olhos, como a flecha de cupido,
cravaram em meu coração a seta
formidável, embebida no clarão
de todas as estrelas do universo.
Como pode o amor renascer
de suas próprias cinzas, mortas
e enterradas sob o túmulo de
minha paixão recôndita?
Como pode cupido vencer o implacável
tempo, senhor absoluto de tudo?
Anjo do amor, por que fizeste isto comigo?
Por que escolheste a mim?
Outra vez terei que beber teu cálice
capitoso e exultante, que arremessa
aos céus exorbitantes sobre minha
cabeça, ou tu podes me matar...
Minha esperança jubilosa.
Outra vez minhas pupilas refletiram aquela imagem querida. De onde vem aquela que alegra minha solidão na madrugada silenciosa?
Quem é aquela que passeia em meus sonhos todas as noites?
De onde vem aquela que me fascina com seu sorriso silencioso?
De onde vem aquela que vejo em meus devaneios noturnos sob a escuridão de meu quarto?
Ela canta para mim todas as noites...
Sua voz tem acentos desconhecidos por ouvidos humanos.
Seu rosto resplandece nimbado por uma chama de luz brilhante.
Seu canto tem o poder de vicejar todas as rosas nos jardins do mundo.
Ela carrega em seu olhar a marca da genuína alegria, somente vista por crianças pequenas ou anjos.
Aonde conduz ela sua beleza inebriante, quando meus olhos vêm sua imagem desaparecer no ar todas as noites?
Aonde conduz ela sua beleza inebriante, quando meus olhos vêm sua imagem desaparecer no ar todas as noites?
Aonde vai ela todas as noites? A minha deusa querida!
Ela vai à região dos mortos, daqueles que já partiram, meu tesouro querido?
Ela vai para as constelações infinitas que pululam bilhões de estrelas sobre nossa cabeça?
Ela vai para a dimensão dos anjos e arcanjos, onde reina o amor sem fim no seio de Deus?
Aonde vai ela? Aquela que é o meu anjo querido.
Hei de sonhar com ela todas as noites até o fim de meus dias.
E guardo em meu coração a esperança jubilosa de sonhar com ela por toda a eternidade.
Beleza...
Beleza no beijo daquela que chegou ontem.
Beleza na ternura daquela que esperou.
Beleza na doçura do afeto carinhoso,
na esperança daquela que amou.
Beleza nas lágrimas daquela que sofreu.
Beleza na tristeza daquela que chorou.
Beleza no encanto de um rosto triste,
no coração daquela que amou.
Beleza no encanto daquela que sorriu
e no fundo da alma sua dor sufocou.
Beleza no fundo da alma triste,
daquela que em silêncio amou.
Beleza na alegria promissora,
daquela que sofrendo cantou.
Beleza, imortal beleza,
na alegria daquela que amou.
Beleza, dom dos anjos celestes
àquela que sempre sonhou.
Beleza, um presente de Deus
àquela que muito amou.
Poesias...
Amei tua beleza,
assim foi preciso.
Quem pode resistir
a teu lindo sorriso?
Amei teu olhar,
tão alegre e carinhoso.
Ah! Quem poderia resistir
a um presente tão precioso?
Amei tua alegria
de criança feliz.
Ah! Quem poderia
resistir a tanta simpatia?
Amei tudo em você.
Amei a felicidade sentida.
Amei o dia que Deus
trouxe você à minha vida.
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Teu coração é uma jóia
rara, um diamante,
que reluz como a mais
bela estrela distante.
Teu coração é uma flor,
a mais bela e fragrante.
Quem esta flor olha,
apaixona-se no mesmo instante.
Como posso descrever
toda a beleza tua,
se tua beleza
não posso compreender?
Ah! Tua beleza, que
mais posso dizer em poesia?
Mil palavras não poderiam
exprimir o que queria.
♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠
A lua tem a luz que brilha,
você tem o olhar que ilumina.
A lua tem a paz que acalma,
você tem a doçura que encanta.
A lua reina na solidão,
você resplandece na multidão.
A lua incentiva o sonho da alma,
você desvenda os tesouros do coração.
A lua espalha beleza pelo céu,
você irradia amor pela Terra.
A lua desperta a poesia dos homens,
você... a alegria dos anjos.
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Quando Deus criou teu sorriso,
harpas no céu puseram-se a tocar
por mãos de anjos em côro.
O céu pôs se a cantar.
Quando Deus criou teu olhar,
um anjo na terra te viu,
ficou deslumbrado a sonhar
encantado e ao céu partiu.
Quando Deus criou tua meiguice
outro anjo na terra surgiu,
mais encantado que o primeiro ficou,
mais encantado ao céu partiu.
Quando Deus criou tua ternura
um terceiro anjo chegou;
comovido com tanta doçura
voltou ao céu e chorou.
Quando Deus criou tua beleza,
um quarto anjo chegou,
mas ao céu recusou-se a voltar;
apaixonado, na Terra ficou a te amar.
♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠ ♠
Só os anjos no céu
têm tua doçura.
Só anjos no céu
têm a tua ternura.
Só anjos no céu
têm teu calor.
Só anjos no céu
têm tanto amor.
Só anjos no céu
têm tanta paixão,
como a que transborda
em teu coração.
Só anjos no céu
de Deus a sonhar
têm tanta luz
como teu olhar.
Tudo têm os anjos
no divino mundo infindo,
mas não têm
teu sorriso lindo.
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Nosso amor.
Meu coração é teu, na lembrança
deleitosa de meu pensamento.
Teu coração é meu, na ternura
acolhedora de meu sentimento.
Meu coração é teu, na alvorada
esperançosa de um novo dia.
Teu coração é meu, na jornada
temporal de nossa jubilosa alegria.
Meu coração é teu, na eterna
solidão de minhas noites marcantes.
Teu coração é meu, na via serena
de mil constelações brilhantes.
O tempo voraz há de carregar
tudo em seu bojo portentoso.
Mas nosso amor vai resistir
ao embate fatal e poderoso.
Acolhamos em nosso regaço a
aleluia deste esplendoroso hino.
Saudemos com gratidão o presente
de Deus: nosso amor divino.
deleitosa de meu pensamento.
Teu coração é meu, na ternura
acolhedora de meu sentimento.
Meu coração é teu, na alvorada
esperançosa de um novo dia.
Teu coração é meu, na jornada
temporal de nossa jubilosa alegria.
Meu coração é teu, na eterna
solidão de minhas noites marcantes.
Teu coração é meu, na via serena
de mil constelações brilhantes.
O tempo voraz há de carregar
tudo em seu bojo portentoso.
Mas nosso amor vai resistir
ao embate fatal e poderoso.
Acolhamos em nosso regaço a
aleluia deste esplendoroso hino.
Saudemos com gratidão o presente
de Deus: nosso amor divino.
Saudade.
Meu coração solitário encontrou
o amor no brilho de tuas pupilas.
Hei de pagar meu tributo a Deus
por esta dádiva maravilhosa.
Vou sorver o cálice fatal
que eleva até as estrelas,
ou hei de morrer aos pés
do amor insopitável e tenaz.
Pois não existe meia medida
nas coisas do amor supimpa.
Ou morre-se inane diante
da paixão que agoniza.
Ou eleva-se até o céu infinito,
no qual fadas e arcanjos espalham
a flor do amor de Deus por
todos os astros do universo.
O carro do tempo carregou
tudo em seu giro eternal,
tudo passou, foi-se para
o perpétuo nada de sempre.
Mas meu coração não muda,
ele pulsa por teu amor distante.
Devo rir ou chorar, minha querida?
A saudade que me mortifica.
Diga meu tesouro, minha querida!
Devo abençoar ou amaldiçoar
aquele inolvidável dia, no qual
Deus trouxe você à minha vida?
o amor no brilho de tuas pupilas.
Hei de pagar meu tributo a Deus
por esta dádiva maravilhosa.
Vou sorver o cálice fatal
que eleva até as estrelas,
ou hei de morrer aos pés
do amor insopitável e tenaz.
Pois não existe meia medida
nas coisas do amor supimpa.
Ou morre-se inane diante
da paixão que agoniza.
Ou eleva-se até o céu infinito,
no qual fadas e arcanjos espalham
a flor do amor de Deus por
todos os astros do universo.
O carro do tempo carregou
tudo em seu giro eternal,
tudo passou, foi-se para
o perpétuo nada de sempre.
Mas meu coração não muda,
ele pulsa por teu amor distante.
Devo rir ou chorar, minha querida?
A saudade que me mortifica.
Diga meu tesouro, minha querida!
Devo abençoar ou amaldiçoar
aquele inolvidável dia, no qual
Deus trouxe você à minha vida?
Vou dizer que te amo...
Vou dizer que te amo!
As andorinhas voltaram.
Estarei aqui no próximo
retorno das andorinhas?
Vou dizer que te amo!
O sino da igreja toca.
Até quando ouvirei
seu ding dong dolente?
Vou dizer que te amo!
O carro do tempo corre
em sua marcha apressada.
Até quando estarei aqui?
Vou dizer que te amo!
A primavera chegou.
Ainda colherei rosas
na próxima estação?
Vou dizer que te amo!
A lua cheia ilumina a terra.
Até quando meus olhos
contemplarão seu brilho?
Por isto, revelo ao mundo
minha paixão ardente
e vou dizer que te amo
antes que chegue meu dia...
O anjo da alegria.
O anjo da alegria pousou aqui.
Ele trouxe sob suas asas
mil archotes para iluminar
nossa tristeza perene.
O anjo da alegria pousou aqui.
Seus passos deixam no solo
atrás de si uma esteira
de rosas amarelas.
Seu olhar reflete o brilho
de mil constelações.
Seu manto espalha mil
estrelas em torno de si.
Somente as crianças
pequeninas podem vê-lo.
Seu canto as embala
na noite silenciosa.
Quem ouvir sua voz
no afã cotidiano,
jamais será vencido
pela solidão do tempo.
Quem abriu seu coração
a seu beijo de luz
cintilante, nunca mais
perderá sua alma.
perderá sua alma.
Meu deleite.
Hei de haurir o perfume do amor
na ternura de teu desejo.
Hei de ouvir as harpas de cupido
na doçura de teu beijo.
Hei de sorrir às nuvens altaneiras,
na alegria de meu sentimento,
fomentado por tua beleza
a invadir meu pensamento.
Hei de falar a linguagem de anjos,
portentosos moradores do firmamento.
Hei de revelar a esta corte sublime
meu inefável contentamento.
Hei de dividir meu tesouro,
minha ingente paixão.
Hei de repartir com o universo
o deleite de meu coração.
o deleite de meu coração.
Te amo beleza...
Te amo beleza! Te amo! Deusa portentosa, companheira dileta dos poetas, dos sonhadores.
Fazei de mim o que quiseres minha amada, ofereço minha alma a ti como um voto à perfeição sublime.
Ofereço a ti meu coração provado no incêndio das grandes dores.
Fazei de mim o que quiseres minha deusa! Trazei até mim o cálice sagrado onde arcanjos bebem a luz. Trazei até mim minha amada e eu compartilharei com o mundo.
O que posso fazer minha amada, se te amo? Ofereço a ti minha vida como uma rosa solitária no deserto frio do mundo.
Sempre te amei, minha deusa, ainda mesmo quando eu não te conhecia.
Eu te amei, quando criança olhava enternecido as estrelas nas belas noites de verão.
Eu te amei todos os dias. Foste minha companheira fiel nos dias tristes de meu inverno desolado.
Quem há de compreender meu amor, minha deusa? Quem há de sonhar comigo?
Quem vai erguer seu olhar das coisas mortas e frias para o céu radioso dos anjos?
Quem há de sorrir a teu brilho, na sombra espessa e sombria do mundo?
Minha amada! Sempre hei de te amar. O que seria do mundo sem tua presença amorosa?
Tu és a força poderosa que alimenta a rosa da virtude no inferno lodoso do mundo.
Tu espalhas pelo universo as bênçãos sagradas de Deus, semeando por todos os cantos o amor divino.
Por isto, te amo minha deusa!
Meu caminho estrelado.
Quem há de me acompanhar em meu solitário caminho estrelado?
Quem vai sacudir o jugo milenar das coisas em seu vai e vem vazio?
Quem vai despertar de seu torpor antigo no sono hibernal de sua alma modorrenta?
Quem vai erguer os olhos e a alma para olhar o céu luminoso em noites suaves?
Quem vai sorrir às andorinhas circulando pelas nuvens como crianças despreocupadas?
Quem vai sentir o coração sedento de luz nas trevas do dia a dia?
Quem vai amar a flor da virtude no inferno venenoso de nossa luta cotidiana?
Quem vai abandonar sua ilusão como uma veste rota e suja na estrada poeirenta?
Quem vai abrir o coração à rosa do amor, filho dileto dos deuses?
Quem vai sonhar castelos luminosos no pesadelo diuturno de nossa vida?
Quem vai soltar o pensamento às regiões sem fim do universo imensurável?
Quem vai ouvir a voz de anjos na corrida barulhenta em seu caminho falso?
Quem vai calar seu demônio para ouvir a Deus no inferno terrestre?
Quem vai aceitar a dor na serenidade e paciência entre clamores e gritos dos desesperados?
Quem vai amar a luz verdadeira entre cegos desalmados e infelizes?
Quem vai louvar a Deus na espinhosa via traçada pelo destino?
Quem há de me acompanhar em meu solitário caminho estrelado?
Um segredo, uma emoção...
Na paz deste olhar doce e formoso,
está escrito um segredo que não se esquece;
faz-me sentir em um recanto carinhoso,
destes que a divina mãe natureza oferece
como um presente à alma visionária.
Enlevado com essa divina solidão,
sinto-me em alguma praia solitária
em um crepúsculo de algum verão.
Perto de ti sinto-me enfeitiçado
e com tua presença misteriosa,
de tua magia fico enamorado.
É este o segredo, é esta a emoção.
Oculto em tua alma generosa,
a sete chaves dentro de teu coração.
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