Quem há de me acompanhar em meu solitário caminho estrelado?
Quem vai sacudir o jugo milenar das coisas em seu vai e vem vazio?
Quem vai despertar de seu torpor antigo no sono hibernal de sua alma modorrenta?
Quem vai erguer os olhos e a alma para olhar o céu luminoso em noites suaves?
Quem vai sorrir às andorinhas circulando pelas nuvens como crianças despreocupadas?
Quem vai sentir o coração sedento de luz nas trevas do dia a dia?
Quem vai amar a flor da virtude no inferno venenoso de nossa luta cotidiana?
Quem vai abandonar sua ilusão como uma veste rota e suja na estrada poeirenta?
Quem vai abrir o coração à rosa do amor, filho dileto dos deuses?
Quem vai sonhar castelos luminosos no pesadelo diuturno de nossa vida?
Quem vai soltar o pensamento às regiões sem fim do universo imensurável?
Quem vai ouvir a voz de anjos na corrida barulhenta em seu caminho falso?
Quem vai calar seu demônio para ouvir a Deus no inferno terrestre?
Quem vai aceitar a dor na serenidade e paciência entre clamores e gritos dos desesperados?
Quem vai amar a luz verdadeira entre cegos desalmados e infelizes?
Quem vai louvar a Deus na espinhosa via traçada pelo destino?
Quem há de me acompanhar em meu solitário caminho estrelado?
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