Aquela que ficou no passado,
transpôs a fronteira do tempo,
sabotou a natureza eterna
e lançou sua beleza sobre mim.
Vi sua beleza ressurgir diante
de meus olhos espantados.
O brilho de seu sorriso cintilou
sobre meu coração magoado.
Seu olhos, como a flecha de cupido,
cravaram em meu coração a seta
formidável, embebida no clarão
de todas as estrelas do universo.
Como pode o amor renascer
de suas próprias cinzas, mortas
e enterradas sob o túmulo de
minha paixão recôndita?
Como pode cupido vencer o implacável
tempo, senhor absoluto de tudo?
Anjo do amor, por que fizeste isto comigo?
Por que escolheste a mim?
Outra vez terei que beber teu cálice
capitoso e exultante, que arremessa
aos céus exorbitantes sobre minha
cabeça, ou tu podes me matar...
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