Beleza.

Beleza.

domingo, 24 de maio de 2015

Para ela...

Aquela que ficou no passado,
transpôs a fronteira do tempo,
sabotou a natureza eterna
e lançou sua beleza sobre mim.

Vi sua beleza ressurgir diante
de meus olhos espantados.
O brilho de seu sorriso cintilou
sobre meu coração magoado.

Seu olhos, como a flecha de cupido,
cravaram em meu coração a seta
formidável, embebida no clarão
de todas as estrelas do universo.

Como pode o amor renascer
de suas próprias cinzas, mortas
e  enterradas sob o túmulo de
minha paixão recôndita?

Como pode cupido vencer o implacável
tempo, senhor absoluto de tudo?
Anjo do amor, por que fizeste isto comigo?
Por que escolheste a mim?

Outra vez terei que beber teu cálice
capitoso e exultante, que arremessa
aos céus exorbitantes sobre minha
cabeça, ou  tu podes me matar...





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